Surfista Fissurado

Categories: Sessions | 3 Comments

Contribuição de: Maurício Bastos / Stem Winder

Um surfista fissurado viver numa cidade sem praia, é um sério problema, olhar as fotos dos picos preferidos todos os dias, sonhar com a sensação de surfar, ficar monitorando todos e qualquer swell e estar a mais de 100km da praia mais próxima. Vida dura. O jeito é matar a fissura com o Carveboard, e fazer o surf no asfalto.

O Carveboard é uma espécie de skate com pneus de borracha, molas, e um shape maior do que o convencional. Descer ladeiras longas com bom asfalto faz com que a sensação e a emoção sejam muito semelhantes com a do surf.

Devido a um compromisso no sábado à tarde, eu não poderia ir para a praia durante o final de semana inteiro, resolvi então esquematizar um final de semana alternativo, surf no asfalto no sábado de manhã e surf na água no domingo de manhã nas merrecas do litoral paranaense.

Sábado o dia amanheceu meio cinzento em São José dos Pinhais-PR, cidade sem praia, mas com boas ladeiras de asfalto novo. Na noite anterior já havia combinado com o Wagner, um amigo fissurado por todas as modalidades de skate e de esportes com prancha, para descobrirmos alguma ladeira nova na cidade. Fomos em direção a um bairro nas proximidades da BR-277, havia lá uma bela descida de asfalto recém inaugurado, que é caminho para o novo presídio da cidade. A rua ainda sem movimento de veículos, localiza-se ao meio de bosques de eucaliptos, sendo assim, um convite à diversão.

Estávamos com equipamentos de filmagem e fotografia para registrar os momentos. Como o dia estava nublado não tínhamos luz suficiente para produzirmos boas fotos, porém uma ou outra foto sempre fica boa… começamos então as descidas. No melhor estilo surf possível, fizemos boas manobras, íamos até o final da ladeira aproveitando ao máximo os cut backs, rasgadas e é lógico a adrenalina.

Descemos por mais de uma hora, uma descida atrás da outra, várias fotos, várias vídeos, as pernas já começam a ficar cansadas, mas continuamos, até começar a dar uns pingos de chuva. O céu estava cinzento, sinistro, começou a ventar mais forte, opa, final da session. Nos abrigamos no carro e começou a chover muito forte, chuva com vento. A diversão havia acabado. Caberia a nós neste momento aguardar o sábado passar e tentar fazer um surf real no domingo.

No caminho de volta para casa após a session, passamos por outros possíveis picos de Carveboard na cidade, olhamos, analisamos, e a chuva forte impedia que experimentássemos aquelas outras descidas. Agora era torcer para o dia seguinte ter umas ondas…ou marcar o próximo role de Carveboard, o surf no asfalto!!

3 Comments

  1. Jul

    Muita massa acompanhar esse movimento surfístico urbano!!! Apesar de não ter as manhas, já fiquei fissurada no Carve tb… Parabéns Rodrigo pelo blog e sucesso pra todos vocês! Sempre que der estarei presente com minha magrela… Abçs!

  2. fernando magdanello

    adoro surfar numa manha.tipo quase ninguem na praia mó silencio.mas descobri o carve por acaso quero muito esperimentar o som da rodinha no asfalto ao inves da onda quebrando no mar tenho certesa que vou gostar.

  3. Galvão

    Ando de Skate Longboard e quero comprar um carve. Vc sabe quem tem usado? novo está caro.



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